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19/12/11

O ESPÍRITO DE NATAL

Deixa eu ver se o espírito de Natal já está na sua casa.

Não, não quero ver a árvore iluminada na sala nem quero saber quanto você já gastou de presentes.

Quero sim, sentir no ambiente a mensagem viva do aniversariante desse dezembro mágico.
Toda a família está unida? O perdão já eliminou aquelas desavenças? que correm no calor das nossas vidas?

Não quero ver a sua despensa cheia, Quero saber se você conseguiu doar. Alguma coisa do que lhe sobra, para quem tem tão pouco, às vezes nada.Não exiba os presentes que você já comprou, mesmo com sacrifício. Quero ver ai dentro de você a preocupação, com aqueles, que esperam tão pouco, uma visita, um telefonema, uma carta, um email...

Quero ver o espírito de Natal, entre pais que descobrem tempo para os filhos, em amigos que se reencontram e podem parar para conversar, no respeito do celular desligado no Teatro, na gentileza de quem oferece o banco para o mais idoso, na paciência com os doentes, na mão que apóia o deficiente na travessia das ruas, no ombro amigo que se oferece para quem anda meio triste, perdido.

Quero ver o espírito de Natal invadindo as ruas, respeitando os animais a natureza que implora por cuidados tão simples como não jogar o papel no chão, nem o lixo nos rios.

Não quero ver o Natal nas vitrines enfeitadas, no convite ao consumo, mas no enfeite que bondade faz no rosto das pessoas generosas .

Por fim mostre-me que o espírito de Natal entrou definitivamente na sua vida, através do abraço fraterno, da oração sentida, no prazer de andar sem drogas,sem bebidas, no riso franco e no desejo sincero de ser feliz e de tão feliz, não resistir ao desejo de fazer também outras pessoas felizes.

Deixe o Natal invadir a sua alma, entre os perfumes das cozinhas que vão se encher de comidas deliciosas, no cheiro da roupa nova que todos vão exibir, abrace-se à sua família e façam alguns minutos de silêncio, que será uma oração com o coração, que vai subir os céus, e retornar como um presente duradouro:

O suave perfume do Senhor, perfume de paz, esperança ,harmonia e a esperança que um dia, todos os dias serão como o dia de Natal!                                                                                Paulo Roberto Gaefke

08/12/11

EU, O MENINO E O CACHORRO

a eu e o cao

E eu só reclamava da vida...
reclamava da noite porque eu não dormia,
reclamava do dia porque eu sofria,
reclamava do frio que me gelava a alma,
reclamava do calor que me atirava ao desânimo.
Para tudo e para todos eu tinha uma resposta,
para a minha derrota eu sempre tinha um culpado,
para o meu desamor sempre tinha um "alguém",
para tudo uma reclamação,
eu era o próprio azedume
Ai de quem me criticasse,
que apontasse o erro que eu não enxergava,
para tudo tinha que haver um culpado,
eu era a vítima do sistema, das pessoas, do mundo,
eu sempre fui traído, enganado, sofrido...
Carregava aquela cruz pesada de ódio,
e eu só reclamava da vida,
seja de noite, seja de dia.
Até quem dia, um menino, desses meninos de rua,
me pediu uma ajuda, e eu já estava pronto para ofendê-lo,
quando ele pegou na minha mão e arrastou-me,
se é que um menino tão pequeno teria essa força.
No canto da rua ele me mostrou um cachorro muito sujo,
que estava com a pata como que quebrada e cheio de feridas.
O menino puxou a minha mão e fez chegar perto do cachorro.
Ele olhava pra mim e depois para o cachorro,
e falou numa voz que eu não consigo esquecer:
- Moço, sara ele pra mim! é o meu melhor amigo.
Não sei porque e nem quero saber,
mas eu não aguentei e chorei...
Chorei como criança, como quem abre uma torneira,
como se uma porta que estava fechada
há muito tempo dentro de mim,
se abrisse escancaradamente...
O menino não entendeu o meu choro e perguntou:
- Ele vai morrer moço? è grave assim...
Despertei do meu choro e agarrei aquele cachorro com muito cuidado.
Levei-o até a minha casa, poucos quarteirões dali,
e tratei daquele cachorro como se fosse um filho,
e o menino, que vivia pelas ruas,
foi ficando, e cuidou de mim,
curou minhas feridas,
antes mesmo de eu curar as feridas do cachorro.
Hoje, não reclamo mais de nada,
tudo para mim tem um sentido,
tudo é perfeito, até o que dá errado.
Faz 16 anos que o menino de rua pegou na minha mão,
mudou a minha vida, transformou esse ser.
Mostrou-me o caminho do amor,
amor que restaura, cura, seca feridas, renova,
traz esperança, e esperança é o nome do amor.
E esse menino, que hoje me chama de pai,
destranca portas e janelas da minha alma todos os dias,
quando segura na minha mão e me agradece por cada coisa tão pequena,
os banhos, as roupas, a comida, a escola, a adoção,
coisas que muita gente tem e não dá nenhum valor,
ele me recompensa com carinho e dedicação.
Hoje é a sua formatura, e eu nem sei o que dizer,
sou grato a Deus por ele entrar na minha vida,
por quebrantar meu coração,
e não largar mais a minha mão.
Hoje eu bendigo a vida.
Valorize a sua vida, preencha-a com o amor:

Paulo Roberto Gaefke

"Perdoem-me a falta de atualizacoes no blog.".